"... E eis que em breve nos separaremos E a verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia Eu agora sei, eu sou só Eu e minha liberdade que não sei usar Mas, eu assumo a minha solidão Sou só, e tenho que viver uma certa glória íntima e silenciosa Guardo teu nome em segredo Preciso de segredos para viver E eis que depois de uma tarde de quem sou eu E de acordar a uma hora da madrugada em desespero Eis que as três horas da madrugada, acordei e me encontrei Fui ao encontro de mim, calma, alegre, plenitude sem fulminação Simplesmente eu sou eu, e você é você É lindo, é vasto, vai durar Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida Mas, por enquanto, olha pra mim e me ama Não, tu olhas pra ti e te amas É o que está certo Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca E tudo isso ganhei ao deixar de te amar Escuta! Eu te deixo ser... Deixa-me ser!"
"Portraits are made of messages. Since those were taken, they were kept the same.If they are love ones, it's possible to read between the lines all the subtle words which can represent the greatest feeling I never forgot to seed. Now, the messages has grown but the portrait is still the same. Shall we make new ones?"
Os Livros na estante já não tem mais tanta importância Do muito que li, do pouco que eu sei, nada me resta A não ser, a vontade de te encontrar O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar, ao seu lado, Só pra ler, no seu rosto Uma mensagem de Amor Uma mensagem de Amor
A noite eu me deito, então escuto a mensagem no ar Vagando entre os astros, nada me move nem me faz parar A não ser, a vontade de te encontrar O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar ao seu lado, Só pra ler no seu rosto Uma mensagem de Amor
Os Livros na estante já não tem mais tanta importância Do muito que li, do pouco que eu sei, nada me resta A não ser, a vontade de te encontrar O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar, ao seu lado, Só pra ler, no seu rosto Uma mensagem de Amor Uma mensagem de Amor
A noite eu me deito, então escuto a mensagem do ar Vagando entre os astros, nada me move nem me faz parar A não ser, a vontade de te encontrar O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar ao seu lado, Só pra ler no seu rosto Uma mensagem de Amor Uma mensagem de Amor Uma mensagem de Amor Uma mensagem de Amor Uma mensagem de Amor
O verbo amar é cada vez menos conjugado pelos indivíduos da contemporaneidade. Contraditório isso, uma vez que vivemos a efervescência das subjetividades humanas até mesmo nas Ciências Sociais e Humanas. Talvez a questão esteja na multirreferencialidade a qual estamos sujeitos na sociedade da instantaneidade, da fugacidade, da efemeridade e de tantas outras adjetivações correlatas.
Ao tomar o conceito de amor como “uma atitude de caráter” de modo a não se contrapor completamente a idéia de amar a partir de objetos referenciais (daí as várias formas de amor), é possível dizer que o contexto social no qual estamos inserido, que poderíamos chamar de “sociedade do espetáculo”, nos leva a desnaturalizarmos o amor enquanto essência do viver e ressiginificá-lo no plano do episódico, de forma estanque.
Em outras palavras, somos levados a sentir, a nos sensibilizarmos apenas quando estimulados midiaticamente. Isto é, todos os dias vivemos ou presenciamos as mesmas realidades apresentadas na TV, porém é como se tudo que chegou aos nossos sentidos cotidianamente foi filtrado por nossa percepção de modo a não nos “perturbar” psicologicamente. Somos vacinados para enfrentar a realidade social, mas nos desmanchamos diante dos apelos sensacionalistas da mídia. Até certo ponto, esse processo de resistência emocional é necessário porque senão todos seriamos depressivos. Mas há um limite!
Transpondo isso para a realidade da afetividade, das relações afetivas, temos algo parecido. Embora seja preciso relativizar o sentido do amar sexualmente falando, hoje, ainda assim é possível evidenciar seus “desvios”.
Não querendo ser moralista, nem o sou, acredito que o fundamental das relações atualmente é a ética, entendendo-a como a felicidade comum. Daí suscitamos o conceito de respeito mútuo e liberdade.
Somos agraciados atualmente por formas relacionais mais liberais, podemos conhecer várias pessoas, com elas nos relacionarmos e até “ficar”. Isso é bom do ponto de vista de ampliarmos o viver sexual, o prazer, o desejo, a fantasia. O problema coloca-se na sua intensidade e na capacidade de libertar-se dessa condição a fim de construir algo mais sólido. Como afirma Goethe, sem amor não há encontro, não há diferença, resta a escuridão do individualismo, do ser incapaz de relação. Se o amor não garante a felicidade, a solidão e o individualismo muito menos.
A questão, portanto, refere-se a superposição do sexo ao amor, aquele em detrimento deste. E o pior, às vezes isso é transposto às relações afetivas de namoro, casamento, etc. É justamente ai que precisamos resgatar o principio ético, uma vez que buscar a minha felicidade pressupõe no respeito ao sentimento alheio. Nisso somos livres para decidir, tomar decisões. O que não podemos é criar condições.
E ele continua feliz. Após ter pisado suavemente em terras alheias e achar que não havia imprimido suas pegadas, se surpreendeu. Apesar da “leveza privada”, de suas estrangeirices, do quarto que escolhera para repousar; a sua paisagem intima onde se sentia a vontade para ficar em sua relação de pertinência. Marcou. Firmou-se não só com os pés, mas, com as palavras, os olhares, os gestos e com uma vontade grande de sentir “algo”, forte, intenso e mobilizador, dentro de sua caixa torácica.
Não só pertencia ali como aqui. Ou melhor, pertence. Não há como negar. Foi sim, observado por alguém que percebeu o colorido detalhe das paisagens de fundo, o seu universo “infinito e particular” e, andando por todos os “vilarejos” do seu íntimo, pulou até muros para acontecer, na verdadeira relação de simbiose que tanto se buscava.
Sim, Ele(s) estava(m) muito feliz (es), num passado que ainda se prolonga no agora,vivo e presente. Nem tudo foi previsível, esperado, afinal, que graça se tem de viver o inverno, com casacos de lã, e com os termômetros cientificistas, que determinam a exata temperatura dos tempos e que, já logo se tornará verão; quente a proteger do frio, os ossos que tremiam e sempre irão tremer, independente das épocas; das estações.
Lições? Sim. Aprendeu a pertencer a si mesmo. Sem medos. E aprendendo a pertencer, não percebeu as marcas suavemente deixadas em mim. Mesmo em qualquer lugar, em outras casas, em outros quartos, em outro ou no mesmo leito em que repousa, ainda permanece firme, aconchegado e aquecido, protegido dentro da minha caixa torácica. A proteção tornou-se quântica ou até metafísica.
E Ele(s) não sente(m) mais frio. Um por querer pisar com mais força em outros solos e o outro por manter ETERNAMENTE a lembrança do seu corpo agradavelmente aquecido, convidado a repousar. Juntos. E ambos são felizes.
P.s. Aqui se proclama o AMOR, onde quer que ele esteja.