The Goldenblatt s Diary
   
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"... E eis que em breve nos separaremos
E a verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia
Eu agora sei, eu sou só
Eu e minha liberdade que não sei usar
Mas, eu assumo a minha solidão
Sou só, e tenho que viver uma certa glória íntima e silenciosa
Guardo teu nome em segredo
Preciso de segredos para viver
E eis que depois de uma tarde de quem sou eu
E de acordar a uma hora da madrugada em desespero
Eis que as três horas da madrugada, acordei e me encontrei
Fui ao encontro de mim, calma, alegre, plenitude sem fulminação
Simplesmente eu sou eu, e você é você
É lindo, é vasto, vai durar
Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida
Mas, por enquanto, olha pra mim e me ama
Não, tu olhas pra ti e te amas
É o que está certo
Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca
E tudo isso ganhei ao deixar de te amar
Escuta! Eu te deixo ser... Deixa-me ser!"

(Clarice Lispector)



Escrito por Markos Goldenblatt às 15h09
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WILL you answer me?

 

LOVE IS A LOSING GAME
By: Amy Winehouse


For you I was a flame
Love is a losing game
Five story fire as you came
Love is a losing game

One I wish I never played
Oh what a mess we made
And now the final frame
Love is a losing game

Played out by the band
Love is a losing hand
More than I could stand
Love is a losing hand,

Self professed... profound
Till the tips were down
Though you're a gambling man
Love is a losing hand

Tho' I battle blind
Love is a fate resigned
Memories mar my mind
Love is a fate resigned

Over futile odds
And laughed at by the gods,
And now the final frame,
Love is a losing game



Escrito por Markos Goldenblatt às 18h37
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E S P E R A

 

... com início mas sem fim anunciado.

 Ontem partiste, hoje aqui estou sem saber quando voltarei a repousar, adivinhando a cada instante o teu regresso que, sei-o, não será breve.

 

As horas passam e, entre as palavras escritas, adivinhadas ou simplesmente corrigidas e aleatoriamente emendadas, a paciência esgota-se.

"Um pouco mais", penso...

"Ainda é cedo", aguardo.

E continuo à espera.

Não só, mas também de ti.

 

Rosália, Cintra- Portugal - 02/08/2008 / Foto de Ana Mokarzel 

 



Escrito por Markos Goldenblatt às 20h27
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"Há dias assim, em que o desejo fala mais alto e a vontade bate mais forte.

Há dias em que te desejo.

Em que te sinto.

Em que te beijo.

Ainda que seja apenas em sonhos.

Quero-te.

Muito."

Rosália, Cintra- Portugal - 03/05/2007

 



Escrito por Markos Goldenblatt às 20h13
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"...Não pense, por favor
Que eu não sei dizer
Que é amor tudo
O que eu sinto
Longe de você...

E agora é tanto amor
Me abrace como foi
Te adoro e você vem comigo
Aonde quer que eu vôe...

E o que passou, calou
E o que virá, dirá
E só ao seu lado
Seu telhado
Me faz feliz de novo...

O tempo vai passar
E tudo vai entrar
No jeito certo
De nós dois..."

Extraído da canção "Pra Ser Sincero", de Marisa Monte e Carlinhos Brown - CD Infinito Particular



Escrito por Markos Goldenblatt às 20h02
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Between the lines...

"Portraits are made of messages. Since those were taken, they were kept the same.If they are love ones, it's possible to read between the lines all the subtle words which can represent the greatest feeling I never forgot to seed. Now, the messages has grown but the portrait is still the same. Shall we make new ones?"

Marcos F. Carvalho Kiefer



Escrito por Markos Goldenblatt às 15h35
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Mensagem de Amor

Lucas Santanna /Hebert Vianna

Composição: Herbert Vianna

Os Livros na estante já não tem mais tanta importância
Do muito que li, do pouco que eu sei, nada me resta
A não ser, a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar, ao seu lado,
Só pra ler, no seu rosto
Uma mensagem de Amor
Uma mensagem de Amor

A noite eu me deito, então escuto a mensagem no ar
Vagando entre os astros, nada me move nem me faz parar
A não ser, a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar ao seu lado,
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de Amor

Os Livros na estante já não tem mais tanta importância
Do muito que li, do pouco que eu sei, nada me resta
A não ser, a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar, ao seu lado,
Só pra ler, no seu rosto
Uma mensagem de Amor
Uma mensagem de Amor

A noite eu me deito, então escuto a mensagem do ar
Vagando entre os astros, nada me move nem me faz parar
A não ser, a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar ao seu lado,
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de Amor
Uma mensagem de Amor
Uma mensagem de Amor
Uma mensagem de Amor
Uma mensagem de Amor

 



Escrito por Markos Goldenblatt às 15h07
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Porto Seguro

Marise Ribeiro

 

Em meu interior havia procelas, tormentas,

Inundando com fúria a alma em agonia

Fazendo-me lutar com o leme na incerteza

Se um dia daria bom rumo nessa vida vazia.

 

Olhava as estrelas, e não via a noite,

Navegava contra a maré sem atingir o horizonte,

Percorria portos sem direito a pernoite,

Minhas verdades sofriam sempre um desmonte.

 

Singrei por muitos anos mares bravios,

Navegante solitária de desafios,

Até que o farol do meu coração iluminou um cais

De um amor do qual não desatracarei jamais.

 

Deste-me terra firme, um porto seguro,

Tiraste-me do profundo abismo escuro.

Hoje, tenho a ti e a brisa que nos acaricia,

Nossa nau flutua ao sabor da calmaria.



Escrito por Markos Goldenblatt às 06h25
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Amar em tempos de incerteza

 

O verbo amar é cada vez menos conjugado pelos indivíduos da contemporaneidade. Contraditório isso, uma vez que vivemos a efervescência das subjetividades humanas até mesmo nas Ciências Sociais e Humanas. Talvez a questão esteja na multirreferencialidade a qual estamos sujeitos na sociedade da instantaneidade, da fugacidade, da efemeridade e de tantas outras adjetivações correlatas.

 

Ao tomar o conceito de amor como “uma atitude de caráter” de modo a não se contrapor completamente a idéia de amar a partir de objetos referenciais (daí as várias formas de amor), é possível dizer que o contexto social no qual estamos inserido, que poderíamos chamar de “sociedade do espetáculo”, nos leva a desnaturalizarmos o amor enquanto essência do viver e ressiginificá-lo no plano do episódico, de forma estanque.

 

Em outras palavras, somos levados a sentir, a nos sensibilizarmos apenas quando estimulados midiaticamente. Isto é, todos os dias vivemos ou presenciamos as mesmas realidades apresentadas na TV, porém é como se tudo que chegou aos nossos sentidos cotidianamente foi filtrado por nossa percepção de modo a não nos “perturbar” psicologicamente. Somos vacinados para enfrentar a realidade social, mas nos desmanchamos diante dos apelos sensacionalistas da mídia. Até certo ponto, esse processo de resistência emocional é necessário porque senão todos seriamos depressivos. Mas há um limite!

 

Transpondo isso para a realidade da afetividade, das relações afetivas, temos algo parecido. Embora seja preciso relativizar o sentido do amar sexualmente falando, hoje, ainda assim é possível evidenciar seus “desvios”.

 

Não querendo ser moralista, nem o sou, acredito que o fundamental das relações atualmente é a ética, entendendo-a como a felicidade comum. Daí suscitamos o conceito de respeito mútuo e liberdade.

 

Somos agraciados atualmente por formas relacionais mais liberais, podemos conhecer várias pessoas, com elas nos relacionarmos e até “ficar”. Isso é bom do ponto de vista de ampliarmos o viver sexual, o prazer, o desejo, a fantasia. O problema coloca-se na sua intensidade e na capacidade de libertar-se dessa condição a fim de construir algo mais sólido. Como afirma Goethe, sem amor não há encontro, não há diferença, resta a escuridão do individualismo, do ser incapaz de relação. Se o amor não garante a felicidade, a solidão e o individualismo muito menos.

 

A questão, portanto, refere-se a superposição do sexo ao amor, aquele em detrimento deste. E o pior, às vezes isso é transposto às relações afetivas de namoro, casamento, etc. É justamente ai que precisamos resgatar o principio ético, uma vez que buscar a minha felicidade pressupõe no respeito ao sentimento alheio. Nisso somos livres para decidir, tomar decisões. O que não podemos é criar condições.



Escrito por Markos Goldenblatt às 06h21
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CLOSER

E ele continua feliz. Após ter pisado suavemente em terras alheias e achar que não havia imprimido suas pegadas, se surpreendeu. Apesar da “leveza privada”, de suas estrangeirices, do quarto que escolhera para repousar; a sua paisagem intima onde se sentia a vontade para ficar em sua relação de pertinência. Marcou. Firmou-se não só com os pés, mas, com as palavras, os olhares, os gestos e com uma vontade grande de sentir “algo”, forte, intenso e mobilizador, dentro de sua caixa torácica.

Não só pertencia ali como aqui. Ou melhor, pertence. Não há como negar. Foi sim, observado por alguém que percebeu o colorido detalhe das paisagens de fundo, o seu universo “infinito e particular” e, andando por todos os “vilarejos” do seu íntimo, pulou até muros para acontecer, na verdadeira relação de simbiose que tanto se buscava.

Sim, Ele(s) estava(m) muito feliz (es), num passado que ainda se prolonga no agora,  vivo e presente. Nem tudo foi previsível, esperado, afinal, que graça se tem de viver o inverno, com casacos de lã, e com os termômetros cientificistas, que determinam a exata temperatura dos tempos e que, já logo se tornará verão; quente a proteger do frio, os ossos que tremiam e sempre irão tremer, independente das épocas; das estações.

Lições? Sim. Aprendeu a pertencer a si mesmo. Sem medos. E aprendendo a pertencer, não percebeu as marcas suavemente deixadas em mim. Mesmo em qualquer lugar, em outras casas, em outros quartos, em outro ou no mesmo leito em que repousa, ainda permanece firme, aconchegado e aquecido, protegido dentro da minha caixa torácica. A proteção tornou-se quântica ou até metafísica.

E Ele(s) não sente(m) mais frio. Um por querer pisar com mais força em outros solos e o outro por manter ETERNAMENTE a lembrança do seu corpo agradavelmente aquecido, convidado a repousar. Juntos. E ambos são felizes.

P.s. Aqui se proclama o AMOR, onde quer que ele esteja.

Por: Marcos F. Carvalho

 



Escrito por Markos Goldenblatt às 14h04
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Vida Real

Maria Bethania

 

Você desconversa, você pode tapar o sol

E me desconcerta

Deixando o meu sangue sem sal

Você atravessa o sentido de cada sinal

Que eu mando de dentro do azul

Desse amor que é só seu afinal, só meu afinal

Tão forte querendo eu me multiplico por mil

Você não está vendo há uma coisa que é você e eu

Que brilha no espaço no tempo no céu e no chão

Que arde mesmo aquém e além

Desse jeito de eu dizer que sim e você que não

Um dia você vai voltar

Como numa canção do passado

Dizendo que fui muito burra

Em não atender ao chamado

Agora entre os dedos

Você deixa escorrer o mel

Se agarra a segredos e medos e ponto final

Mas é sempre assim

É uma regra maldita e geral

Ou feia ou bonita

Ninguém acredita na vida real



Escrito por Markos Goldenblatt às 12h53
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Uma canção para o sempre...

Música

Composição: Liminha / Vanessa da Mata

Nosso sonho
Se perdeu no fio da vida
E eu vou embora
Sem mais feridas
Sem despedidas
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música

Nossas juras de amor
Já desbotadas
Nossos beijos de outrora
Foram guardados
Nosso mais belo plano
Desperdiçado
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música

Um costume de nós
Fica agarrado
As lembranças, os cheiros.
Dilacerados
Nossa bela história
Está no passado
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música



Escrito por Markos Goldenblatt às 11h12
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Pâle Septembre

Pâle septembre,

Comme il est loin,

Le temps du ciel sans cendres

Il serait temps de s'entendre

Sur le nombre de jours qui

Jonchent le sol

D'octobre

 

Mâle si tendre

Au debut de novembre

Devint sourd aux avances de l'amour

Mais quel mal me prit

De m'éprendre de lui ?

 

Sale décembre

Comme il est lourd le ciel

Sais-tu que les statues de sel

Ont cessé de t'attendre ?

 

Pâle septembre

Entends-tu le glas que je sonne ?

 

Je t'aime toujours d'amour

Je sème l'amour

 

Les saisons passent mais de grâce

Faisons semblant qu'elles nous ressemblent

 

Mais qui est cet homme qui tombe de la tour ?

Mais qui est cet homme qui tombe des cieux ?

Mais qui est cet homme qui tombe amoureux ?

 

Pâle septembre,

Comme il est loin,

Le temps du ciel sans cendres

Il serait temps de s'entendre

 

(Camille)

 


Escrito por Markos Goldenblatt às 15h21
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הבהא

O espírito se enriquece com aquilo que recebe, o coração com aquilo que dá.

(Victor Hugo)

 



Escrito por Markos Goldenblatt às 11h54
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Tempo, tempo, Tempo...

Um universo

Uma ampla casa.

Um desejo temporário,

infinito.

Um estúpido cupido

Uma aromática jaqueta

Flechas contaminadas

Um súbito sucumbir;

Um raio de luz.

Uma noite com artifícios em fogos.

De uma saliva, do pó da terra

A dissipação das trevas.

Como a fenix, o renascer

Reascender-se, tornar-se iluminado.

Percursivos corações repercurtem

Se retroalimentam boca à boca

Festejam às tempestades

Das brisas aos vendavais,

Das águas tranquilas

À inconstância pueril.

Um injusto e pequeno machado

Que decepa em partes

Sonhos em dois

Tempos.

O tempo,

De uma canção santoamarense

O tempo,

Vida útil de quem ama.

O tempo.

 

 



Escrito por Markos Goldenblatt às 12h43
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