The Goldenblatt s Diary
   
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CLOSER

E ele continua feliz. Após ter pisado suavemente em terras alheias e achar que não havia imprimido suas pegadas, se surpreendeu. Apesar da “leveza privada”, de suas estrangeirices, do quarto que escolhera para repousar; a sua paisagem intima onde se sentia a vontade para ficar em sua relação de pertinência. Marcou. Firmou-se não só com os pés, mas, com as palavras, os olhares, os gestos e com uma vontade grande de sentir “algo”, forte, intenso e mobilizador, dentro de sua caixa torácica.

Não só pertencia ali como aqui. Ou melhor, pertence. Não há como negar. Foi sim, observado por alguém que percebeu o colorido detalhe das paisagens de fundo, o seu universo “infinito e particular” e, andando por todos os “vilarejos” do seu íntimo, pulou até muros para acontecer, na verdadeira relação de simbiose que tanto se buscava.

Sim, Ele(s) estava(m) muito feliz (es), num passado que ainda se prolonga no agora,  vivo e presente. Nem tudo foi previsível, esperado, afinal, que graça se tem de viver o inverno, com casacos de lã, e com os termômetros cientificistas, que determinam a exata temperatura dos tempos e que, já logo se tornará verão; quente a proteger do frio, os ossos que tremiam e sempre irão tremer, independente das épocas; das estações.

Lições? Sim. Aprendeu a pertencer a si mesmo. Sem medos. E aprendendo a pertencer, não percebeu as marcas suavemente deixadas em mim. Mesmo em qualquer lugar, em outras casas, em outros quartos, em outro ou no mesmo leito em que repousa, ainda permanece firme, aconchegado e aquecido, protegido dentro da minha caixa torácica. A proteção tornou-se quântica ou até metafísica.

E Ele(s) não sente(m) mais frio. Um por querer pisar com mais força em outros solos e o outro por manter ETERNAMENTE a lembrança do seu corpo agradavelmente aquecido, convidado a repousar. Juntos. E ambos são felizes.

P.s. Aqui se proclama o AMOR, onde quer que ele esteja.

Por: Marcos F. Carvalho

 



Escrito por Markos Goldenblatt às 14h04
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Vida Real

Maria Bethania

 

Você desconversa, você pode tapar o sol

E me desconcerta

Deixando o meu sangue sem sal

Você atravessa o sentido de cada sinal

Que eu mando de dentro do azul

Desse amor que é só seu afinal, só meu afinal

Tão forte querendo eu me multiplico por mil

Você não está vendo há uma coisa que é você e eu

Que brilha no espaço no tempo no céu e no chão

Que arde mesmo aquém e além

Desse jeito de eu dizer que sim e você que não

Um dia você vai voltar

Como numa canção do passado

Dizendo que fui muito burra

Em não atender ao chamado

Agora entre os dedos

Você deixa escorrer o mel

Se agarra a segredos e medos e ponto final

Mas é sempre assim

É uma regra maldita e geral

Ou feia ou bonita

Ninguém acredita na vida real



Escrito por Markos Goldenblatt às 12h53
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