E ele continua feliz. Após ter pisado suavemente em terras alheias e achar que não havia imprimido suas pegadas, se surpreendeu. Apesar da “leveza privada”, de suas estrangeirices, do quarto que escolhera para repousar; a sua paisagem intima onde se sentia a vontade para ficar em sua relação de pertinência. Marcou. Firmou-se não só com os pés, mas, com as palavras, os olhares, os gestos e com uma vontade grande de sentir “algo”, forte, intenso e mobilizador, dentro de sua caixa torácica.
Não só pertencia ali como aqui. Ou melhor, pertence. Não há como negar. Foi sim, observado por alguém que percebeu o colorido detalhe das paisagens de fundo, o seu universo “infinito e particular” e, andando por todos os “vilarejos” do seu íntimo, pulou até muros para acontecer, na verdadeira relação de simbiose que tanto se buscava.
Sim, Ele(s) estava(m) muito feliz (es), num passado que ainda se prolonga no agora,vivo e presente. Nem tudo foi previsível, esperado, afinal, que graça se tem de viver o inverno, com casacos de lã, e com os termômetros cientificistas, que determinam a exata temperatura dos tempos e que, já logo se tornará verão; quente a proteger do frio, os ossos que tremiam e sempre irão tremer, independente das épocas; das estações.
Lições? Sim. Aprendeu a pertencer a si mesmo. Sem medos. E aprendendo a pertencer, não percebeu as marcas suavemente deixadas em mim. Mesmo em qualquer lugar, em outras casas, em outros quartos, em outro ou no mesmo leito em que repousa, ainda permanece firme, aconchegado e aquecido, protegido dentro da minha caixa torácica. A proteção tornou-se quântica ou até metafísica.
E Ele(s) não sente(m) mais frio. Um por querer pisar com mais força em outros solos e o outro por manter ETERNAMENTE a lembrança do seu corpo agradavelmente aquecido, convidado a repousar. Juntos. E ambos são felizes.
P.s. Aqui se proclama o AMOR, onde quer que ele esteja.